A Liderança Silenciosa de Jorginho: Os Bastidores Inéditos do Novo Capitão do Flamengo

 Por Nilson Eugenio

As mudanças na Era Leonardo Jardim não acontecem apenas na prancheta tática ou na forma de o time jogar de maneira mais simples e objetiva. A transformação também passa pela postura, pelo vestiário e por quem veste a cobiçada braçadeira de capitão.

Na nossa última e maiúscula goleada por 3 a 0 sobre o Botafogo, uma cena chamou a atenção no segundo tempo: o volante Jorginho ostentando a braçadeira pela primeira vez. Para quem acompanha o dia a dia do Ninho do Urubu de longe, pode ter parecido um acaso. Mas, nos bastidores, a história é bem diferente. É o reconhecimento de uma liderança que não precisa de gritos para ser exercida.


 Foto: Adriano Fontes/Flamengo

O Exemplo Que Vem do Trabalho Duro

Aqui no blog, nós valorizamos quem trabalha sério e sem firulas. Jorginho é exatamente esse cara. Ele não é de fazer muitas aparições públicas ou caçar holofotes em redes sociais, mas a sua influência interna no elenco do Flamengo é gigantesca.

Segundo relatos do dia a dia no CT, o camisa 21 é, invariavelmente, um dos primeiros a chegar ao Ninho do Urubu e um dos últimos a ir embora. A dedicação é tanta que ele já foi visto treinando nas dependências do clube até mesmo em dias de folga do elenco. No auge dos seus 34 anos, ele usa essa bagagem não para se encostar, mas para ser o espelho que os nossos garotos da base precisam.

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O Acolhimento a Pedro na "Era das Invenções"

Talvez o ponto mais crucial dessa liderança silenciosa de Jorginho tenha acontecido nos momentos mais tensos da gestão anterior. Vocês lembram muito bem da polêmica envolvendo as declarações infelizes e públicas do ex-técnico Filipe Luís sobre o nosso artilheiro Pedro, certo?

Enquanto o ex-treinador tentava justificar suas "invenções" táticas minando a confiança do nosso melhor centroavante, foi Jorginho quem agiu nos bastidores. O volante usou toda a sua experiência para acolher, aconselhar e blindar o camisa 9, ajudando-o a buscar a volta por cima. É esse tipo de postura de grupo que constrói um time campeão.

Ele "Furou a Fila" da Braçadeira?

A resposta curta e direta é: não. A hierarquia rubro-negra continua intacta.

Desde o ano passado, após a saída de Gerson, a braçadeira tem sido dividida entre nomes como Arrascaeta, Bruno Henrique, Alex Sandro e Léo Pereira. O que aconteceu no clássico de sábado foi uma sucessão natural. Arrascaeta estava no banco, Bruno Henrique não estava à disposição e, no decorrer do jogo, o técnico Leonardo Jardim substituiu Léo Pereira (que havia começado como capitão) e também Alex Sandro. O caminho ficou livre e justo para Jorginho assumir a responsabilidade.

Próximo Desafio: Foco no Remo

Com Jorginho à disposição e o elenco ganhando cada vez mais corpo e confiança com o futebol simples e eficiente de Leonardo Jardim, o nosso foco agora muda. O Flamengo já se prepara para enfrentar o Remo nesta quinta-feira (19), às 20h (horário de Brasília), no Maracanã, pela sétima rodada do Brasileirão. É jogo para casa cheia e mais três pontos na conta.

Raça, Amor e Paixão! Isso aqui é Flamengo!

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