Flamengo vence no sufoco, mas o futebol nos preocupa: até quando vamos jogar mal e ganhar?

Por Nilson Eugenio

O placar do Barradão mostra Vitória 1 x 2 Flamengo. Na tabela, são três pontos vitais, a primeira vitória no Brasileirão 2026. Mas quem assistiu aos 100 minutos de bola rolando sabe: o resultado foi muito melhor do que o desempenho.

O Flamengo de Filipe Luís coleciona atuações ruins neste início de ano. Vencemos? Sim. Mas foi por ser um time organizado, não foi pelas movimentações do treinador, foi no individual, importante, mas que nem sempre resolverá — dois chutes no alvo, dois gols — e uma dose cavalar de sorte. Sejamos honestos: se o Vitória tivesse um pouco mais de qualidade técnica, teria saído vencedor, pois sobrou fisicamente em campo.


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A Qualidade Individual Salvou o Coletivo Perdido

Se saímos de Salvador com a vitória, devemos agradecer a nomes pontuais, não ao sistema.

  • Everton Cebolinha: Finalmente voltou a ser o verdadeiro Cebolinha. Gol, assistência, arteiro como só ele sabe ser. Foi a válvula de escape.

  • Emerson Royal: Muito criticado (e com razão) antes, ontem foi bem. Ele tem algumas qualidades que podem fazer com que ele renca muito mais no decorrer da temporada, bom porte físico, capaz de apoiar nas bolas aéreas, com seus 1,81. Apoiou e defendeu com dignidade.

  • Rossi: Nos deu sustos na saída de bola? Deu. Mas na hora H, pegou o pênalti e garantiu o bicho. Terminou como herói.

  • Pulgar: O chute de fora da área, recurso que pedimos tanto, finalmente funcionou para destrancar um jogo que parecia perdido.

A Bagunça Tática e a "Invenção" com Paquetá

O que preocupa o torcedor é olhar para um time que joga junto desde 2024, que manteve a base campeã de 2025, e ver um bando em campo. A defesa, antes sólida, virou uma peneira. Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro parecem estar em outra rotação, totalmente sem ritmo e sintonia.

E precisamos falar sobre Lucas Paquetá sem cair na crítica fácil. O jogador ainda está em fase de readaptação e, apesar da dedicação visível, vai alternar boas e más atuações naturalmente. discordo um pouco da conduta do Filipe Luís de hora o colocar pelo meio, como segundo volante hora o colocar na direita, fazendo papel semelhante ao do Gerson e do Éverton Ribeiro, quando jogavam pelo Flamengo. Entendo que primeiro ele precisa ter sequência em uma mesma posição, principalmente porque pelo meio ele jogou bem, muito bem na partida contra o Sampaio Correa, porque mudar? Porque inventar? 

Arrascaeta Sumido e a Desculpa do Gramado

Outro ponto alarmante: Arrascaeta. O nosso gênio talvez tenha sido a figura mais apagada em campo. O camisa 10 pouco foi citado, pouco criou. O meio-campo não marca, não cria e não pressiona.

E, por favor, Filipe Luís... pare de culpar o gramado! O campo do Barradão pode ser ruim, mas o time jogou mal contra o Internacional e contra o Fluminense em gramados melhores. A bola "queima" no pé dos jogadores por falta de confiança e erros técnicos, não só por causa da grama que é ruim para os dois lados.

Recado Final: A Recopa Vem Aí

A vitória alivia a pressão, mas não engana a Nação. A exigência é alta porque o investimento é colossal. Semana que vem tem Recopa Sul-Americana contra o Lanús. Se jogarmos essa bolinha, vamos passar vergonha.

O grupo tem dias de descanso e o clássico contra o Botafogo para dar uma resposta. Queremos os três pontos, claro, mas queremos ver o Flamengo campeão jogando como Flamengo!

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