Por Nilson Eugenio
Existe uma campanha, que definitivamente não vem de hoje, para vilanizar o Flamengo e exaltar outros clubes — com um destaque todo especial para a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
Jornalistas como PVC, Danilo Lavieri, Arnaldo Ribeiro e Júlio Gomes (esse último parece ter um ódio mortal do Mengão, sabe-se lá o porquê), se esforçam diariamente para criticar o Flamengo, até o Casagrande, que eu achava ótimo, entrou nessa. O Mengão, começou uma árdua e dolorida mudança, em 1º de janeiro de 2013, o clube passou por momentos difíceis, foi alvo de críticas, mas manteve com determinação o seu plano de gestão: pagar as contas em dia, ser respeitado no mercado, ganhar a fama de bom pagador e, com isso, arrecadar fortunas para comprar jogadores de altíssimo nível. Isso, pelo visto, incomoda muita gente.
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A "Paladina" Leila Pereira e a Memória Seletiva da Mídia
Leila Pereira vira e mexe solta pérolas, colocando-se como a grande paladina da boa gestão. Às vezes, acho que ela será candidata a algum cargo político, só pode ser.
Vamos lembrar de algumas de suas declarações?
"O Palmeiras não é departamento médico": Engraçado, o Paulinho está lá no departamento médico deles desde 2024.
"Fiquem calmos": Os torcedores estão calmos até hoje, mas sem ganhar títulos.
Agora, ela lança deboches direcionados ao Flamengo. A narrativa é que o Palmeiras mantém o mesmo treinador há anos porque "esse é o certo a se fazer sempre", para que o trabalho renda resultados. É isso que a imprensa brasileira tenta nos forçar a pensar. Mas vamos aos fatos práticos: o trabalho do Abel Ferreira em 2024 rendeu apenas um Paulistão, e no ano passado, nem isso.
O Caso Filipe Luís: O Bap Está Realmente Errado?
A imprensa bate na tecla de que manter o treinador é sempre a solução (para os treinadores que eles gostam). Com isso, atacam a decisão da diretoria rubro-negra. Pessoalmente, eu não achei que mandar o Filipe Luís embora neste momento fosse a melhor decisão. Mas, deixando a emoção de lado, vamos lembrar dos fatos e do histórico recente do Flamengo?
2019: O Flamengo mandou o Abel Braga embora após poucos meses de trabalho. Vocês lembram o que aconteceu logo depois? Ganhamos tudo.
2020/2021: O clube demitiu Rogério Ceni (que havia entrado no lugar de Domènec) logo após a conquista do Brasileiro. O resultado desse "baita erro"? O Flamengo venceu a Supercopa do Brasil, o Campeonato Carioca, a Libertadores e mais um Brasileirão.
2024: A diretoria mandou o Tite embora após entender que o trabalho não era bom. O que aconteceu em seguida? Títulos da Copa do Brasil (2024), Supercopa (2025), Carioca (2025), Libertadores (2025) e Brasileirão (2025).
A Incoerência das Críticas a Bap e a Culpa de José Boto
Os jornalistas batem pesado no Flamengo, e em especial no presidente Bap, pela demissão de Filipe Luís. Repito: eu não gostaria de vê-lo demitido agora. Mas a narrativa da mídia não tem lógica.
O Filipe foi mantido quando Bap assumiu o mandato. Mais do que isso, Bap se intrometeu nas negociações para garantir que o treinador ficasse no Flamengo. Será mesmo que o presidente fez um esforço enorme para renovar o contrato do técnico a peso de ouro já com a intenção de mandá-lo embora logo em seguida? É óbvio que não faz sentido.
Será que esses senhores da imprensa não estão omitindo fatos por algum motivo? Bap fez o que, como gestor, achou que deveria fazer. No futebol profissional, treinador não tem vaga cativa apenas por ter conquistado títulos no passado, mesmo que recente. Como em qualquer profissão, o técnico deve ser avaliado por resultados e desempenho. Na avaliação do presidente, o momento não era bom e tinha que mudar, mas como falar do Flamengo dá audência, mesmo dias depois do treinador ser mandado embora, ainda se fala nisso.
O grande problema — e a minha maior ressalva — é que essa avaliação técnica foi entregue ao presidente por um profissional que patina em erros o tempo todo: o diretor José Boto. Curiosamente, o mesmo dirigente que a imprensa aplaudiu de pé quando foi contratado pelo Flamengo.
