O início de 2026 no Flamengo não poderia ser mais eletrizante para a Nação. Enquanto o elenco de Filipe Luís se prepara para os desafios do primeiro trimestre, uma notícia vinda diretamente de Londres abalou os bastidores da Gávea nesta segunda-feira: o Flamengo selou um acordo com Lucas Paquetá e agora negocia os termos finais com o West Ham para viabilizar o retorno do meia ao clube que o revelou. A operação, estimada em torno de 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 251 milhões), marca a maior investida do "Flamengo Bilionário" para consolidar sua hegemonia técnica no continente
A Tática de Paquetá no Esquema de Filipe Luís
A possível chegada de Paquetá não é apenas um movimento de marketing ou nostalgia; é uma peça de xadrez fundamental para o desenho tático de Filipe Luís. O treinador busca um "camisa 10 moderno", capaz de atuar tanto na armação central quanto flutuando pelas pontas para criar superioridade numérica. Paquetá, com sua experiência de Premier League, traz a intensidade física e a visão de jogo que podem transformar o meio-campo rubro-negro em uma engrenagem letal.
Filipe Luís visualiza Paquetá como o elo entre a defesa e o ataque, permitindo que jogadores como Arrascaeta e De la Cruz tenham ainda mais liberdade para infiltrar na área. Para o jogador, o retorno ao Brasil é visto como o passo estratégico ideal para garantir sua titularidade absoluta na Seleção Brasileira visando a Copa do Mundo de 2026, fugindo das turbulências e alegações extra-campo que marcaram sua passagem pela Inglaterra.
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Bastidores: O Embate dos Bilionários
A negociação por Paquetá também envia um recado claro ao mercado brasileiro. O Flamengo, com seu faturamento superior a R$ 2 bilhões, está disposto a peitar qualquer concorrência interna. Recentemente, a disputa com o Cruzeiro de "Pedrinho BH" pelo atacante Kaio Jorge — que acabou renovando com a Raposa até 2030 — mostrou que o cenário nacional ganhou novos protagonistas financeiros. No entanto, ao investir em Paquetá, o Flamengo reafirma que sua prioridade são atletas que conhecem o DNA do clube e que possuem o "ganho esportivo" aliado ao valor de mercado.
A diretoria, liderada por BAP, segue a diretriz de não contratar atletas apenas pela grife, mas pela funcionalidade tática e potencial de revenda futura, preferencialmente abaixo dos 26 anos — regra que Paquetá, embora um pouco acima, quebra por ser considerado uma "oportunidade única de mercado". Enquanto o anúncio oficial não ocorre, o clima no Ninho do Urubu é de total expectativa para o que pode ser a maior contratação da história do futebol brasileiro.