Raio-X de 2025: A Anatomia dos 11 Titulares que Redefiniram a Identidade do Flamengo

Por Nilson Eugenio

Quem tenta escalar o "11 ideal" do Flamengo em 2025 corre o risco de cometer injustiças. A temporada que se encerrou não foi vencida apenas por um time titular, mas por um elenco que, no papel e na prática, formou duas equipes de nível internacional.

Sob o comando de Filipe Luís, a grande virtude do ano não foi apenas a tática, mas a gestão de egos e minutos. Analisamos como a disputa posição por posição elevou o nível técnico do Mais Querido e transformou o Ninho do Urubu em uma verdadeira seleção mundial.


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A Muralha e os Guardiões da Zaga

No gol, Rossi se consolidou como a segurança inquestionável, mas foi à sua frente que a mágica aconteceu. A lateral-direita viveu um duelo de estilos: a imposição física e defensiva de Emerson Royal contra o equilíbrio tático de Varela. Filipe Luís soube usar Royal em jogos de maior choque físico (Libertadores) e Varela quando precisava de construção por dentro.

Na zaga, a classe de Léo Ortiz na saída de bola foi o pilar constante. Ao seu lado, a disputa entre Léo Pereira e a experiência internacional de Danilo blindou a área. Na esquerda, a juventude explosiva de Ayrton Lucas e a inteligência posicional de Alex Sandro permitiram ao Flamengo atacar de formas diferentes: ora com profundidade, ora com cruzamentos precisos.

O Meio-Campo: Vida Após Gerson e a Hierarquia Europeia

O início de 2025 trouxe um temor: como o time reagiria à saída do "Coringa" Gerson? A resposta veio com grife. A chegada de Saúl trouxe uma dinâmica europeia ao setor. Sua capacidade de preencher espaços e a leitura de jogo casaram perfeitamente com a intensidade de Erick, o "pitbull" que morde e joga com a mesma qualidade.

Mais à frente, a "camisa 10" foi compartilhada por dois maestros. Arrascaeta, o gênio dos toques curtos e visão periférica, e Carrascal, o colombiano do drible imprevisível e quebra de linhas. Ter um no banco para entrar no segundo tempo foi, talvez, a arma mais desleal do futebol sul-americano no último ano.

Ataque: O Dilema de Ouro

No ataque, a versatilidade de Luiz Araújo o tornou uma peça tática fundamental, equilibrando o setor. Mas foi no lado oposto e no comando de ataque que a profundidade do elenco assustou os rivais.

A disputa entre Samuel Lino e Cebolinha ofereceu ao treinador duas versões de caos para as defesas adversárias: o drible curto e a finalização de Lino contra a velocidade e o fundo de campo de Cebolinha. E, para definir as jogadas, a eterna e luxuosa dúvida: a referência técnica de Pedro, o artilheiro do toque único, ou a velocidade e decisão de Bruno Henrique, o rei dos clássicos.

Veredito para 2026: A Manutenção da Hegemonia

Ter mais de 11 titulares não é um problema, é a solução no calendário insano do futebol moderno. O Flamengo de 2025 provou que títulos se ganham com elenco. Para 2026, o desafio não é contratar, mas manter essas peças motivadas. Se a engrenagem continuar rodando, com Royal, Danilo, Saúl e companhia, o monopólio rubro-negro tem tudo para continuar

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