Por Onde Anda Reinaldo Rueda? Do "Quase" no Flamengo ao Choro Viral após Fracasso Mundial

 Por Nilson Eugenio

A imagem de um treinador abatido, com lágrimas nos olhos em uma coletiva de imprensa, viralizou nas redes sociais nas últimas semanas. O protagonista da cena é um velho conhecido da Nação Rubro-Negra: Reinaldo Rueda.

O técnico colombiano, que comandou o Flamengo em 2017, vive o momento mais delicado de sua carreira. Mas como ele chegou até aqui? Relembramos a trajetória do homem que chegou à Gávea com status de "Rei da América" e hoje amarga eliminações dolorosas.


A Ascensão: De Professor a Rei da América

Antes dos holofotes, Rueda construiu sua carreira na base. Começou em clubes pequenos e universitários até ganhar notoriedade nas seleções de base da Colômbia. Seu trabalho no Sub-20 (levando o país ao Mundial após 10 anos) o credenciou para a seleção principal em 2004, mas a falha em classificar para a Copa de 2006 encerrou seu primeiro ciclo.

A redenção veio fora de casa. Rueda fez história ao levar Honduras à Copa do Mundo de 2010 (após 28 anos de ausência) e, na sequência, classificou o Equador para a Copa de 2014.

Porém, o auge técnico aconteceu no Atlético Nacional. Em 2016, Rueda montou uma máquina de jogar futebol. Conquistou a Libertadores da América de forma brilhante e chegou à final da Sul-Americana naquele ano marcado pela tragédia da Chapecoense. Foi esse currículo pesado que chamou a atenção do Flamengo.

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A Passagem pelo Flamengo: O Ano do "Quase"

Em 14 de agosto de 2017, Rueda desembarcou no Rio de Janeiro com a missão de salvar a temporada do Flamengo. Sua passagem foi curta, intensa e deixou um gosto amargo na boca do torcedor.

Sob seu comando, o Mengão mostrou competitividade, mas falhou na "Hora H". Rueda levou o time a duas finais importantes em um curto espaço de tempo:

  • Copa do Brasil 2017: Vice-campeão.

  • Copa Sul-Americana 2017: Vice-campeão no Maracanã.

Apesar de garantir a vaga para a Libertadores de 2018 via Brasileirão, Rueda optou por não continuar o projeto. Seduzido por uma oferta de seleção, ele deixou a Gávea ao final da temporada para assumir o Chile, frustrando a diretoria e a torcida que esperava continuidade.

O Declínio: Chile, Colômbia e a Seca de Gols

A saída do Flamengo marcou o início de uma fase instável. No Chile, teve um início razoável (4º lugar na Copa América 2019), mas sucumbiu no início das Eliminatórias para 2022.

Em 2021, o "bom filho" tentou retornar à casa. Assumiu a Seleção Colombiana com a missão de ir ao Catar. O resultado foi desastroso. Apesar de um 3º lugar na Copa América, a equipe entrou em uma seca de gols histórica nas Eliminatórias (sete jogos sem marcar), resultando na não classificação para a Copa do Mundo e em sua demissão.

O Momento Atual: Lágrimas em Honduras

Em julho de 2023, Rueda tentou reencontrar a felicidade onde foi rei: na Seleção de Honduras.

O início até foi promissor, levando a equipe à semifinal da Copa Ouro da CONCACAF em 2025. No entanto, o sonho acabou de forma cruel nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Honduras terminou em segundo no grupo e perdeu a repescagem decisiva pelo saldo de gols.

Foi após essa eliminação que a imagem viralizou. Na coletiva, Rueda não conteve a emoção e chorou, pedindo desculpas a um país que aprendeu a amá-lo. O choro marcou o fim de mais um ciclo, já que o treinador foi desligado do cargo logo em seguida.

De campeão da Libertadores a desempregado após falhar em levar Honduras ao Mundial, Rueda vive hoje o outro lado da moeda do futebol, provando que no esporte, o passado vitorioso não garante o futuro.

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