Muito Além do Gol do Pet: Como Edílson "Capetinha" Contribui com o Ataque do Flamengo em 2001

No folclore do futebol, existem os "bons moços" e existem os "endiabrados". Edílson era o rei do segundo grupo. Irreverente, provocador e dono de uma habilidade que humilhava zagueiros, ele chegou ao Flamengo não como aposta, mas como uma estrela consagrada de nível de Seleção Brasileira.

Mas a passagem de Edílson Capetinha pela Gávea carrega uma "injustiça" histórica. Quando lembramos do Tri de 2001, a memória é monopolizada pela falta de Petkovic aos 43 minutos. É justo, foi mágico. Mas a verdade precisa ser dita: sem Edílson, aquele jogo nem teria existido.

Neste artigo, vamos dar o crédito a quem merece e relembrar como esse baixinho abusado foi o motor, o artilheiro e o verdadeiro "diabo" daquele time inesquecível.

1. Petkovic e Edílson: Inimigos Íntimos, Parceiros Perfeitos

Reza a lenda (e os fatos) que Petkovic e Edílson não morriam de amores um pelo outro fora de campo. Eram personalidades fortes demais para o mesmo vestiário. Mas quando o juiz apitava, a química era telepática.

A Dinâmica Tática: O Flamengo de 2001 funcionava na base dessa dualidade. Petkovic era o cérebro, o maestro do passe longo e cadenciado. Edílson era o caos, a velocidade supersônica e o drible curto. Pet lançava, Edílson executava. Era a união perfeita entre a precisão europeia e a malandragem brasileira. Eles provaram que não é preciso ser amigo para ganhar títulos; é preciso ser profissional e craque.


 Leitura Recomendada:

A Tragédia do Ninho: 10 Vidas, 10 Sonhos Interrompidos

Júnior Baiano: "O Baiano é Mau!" - A História do Zagueiro Raiz


2. O Arquiteto Silencioso do Tri (Carioca 2001)

A falta do Pet é a cereja do bolo. Mas quem fez a massa e assou o bolo foi Edílson. Vamos aos fatos que muitos esquecem:

  • A Salvação no Jogo 2: O Flamengo tinha perdido o primeiro jogo. No segundo, o Vasco vencia. O título estava perdido. Beto empatou, mas o empate não servia. Quem virou o jogo? Edílson. Com oportunismo de quem conhece a área, ele fuzilou para fazer o 2 a 1 e forçar o terceiro jogo. Sem esse gol, não haveria "gol do Pet".

  • O Golaço no Jogo 3: Na grande decisão, a tensão era palpável. O Vasco jogava pelo empate. Quem abriu o placar e explodiu o Maracanã? Edílson. Aos 23 minutos, ele recebeu na entrada da área e deu um toque sutil, encobrindo o goleiro Hélton. Aquele gol desmontou a vantagem do Vasco e abriu a porteira para a virada histórica.

Resumo da ópera: Edílson marcou o gol da vitória no segundo jogo e abriu o placar no terceiro. Ele foi o protagonista da linha de frente durante os 180 minutos decisivos.

3. A Copa dos Campeões: O Show Contra o São Paulo

Se no Carioca ele dividiu os holofotes, na Copa dos Campeões de 2001 o palco foi todo dele. Esse torneio era vital, pois dava vaga direta na Libertadores (o prêmio máximo).

A final contra o São Paulo foi um tiroteio.

  • Jogo de Ida: Flamengo 5 x 3 São Paulo. Edílson fez chover.

  • Jogo de Volta: Em Maceió, numa batalha épica, Edílson marcou mais dois gols, incluindo uma cobrança de falta magistral que garantiu o título no placar agregado.

Ele foi o artilheiro, o melhor jogador e o dono do time naquela competição. Ali, ele provou que sua "marra" era sustentada por muito futebol.

4. O Legado da "Marra" Justificada

Edílson Capetinha era marrento? Muito. Provocava? Sempre. Mas no futebol, a marra só é problema quando o jogador não entrega. Edílson entregava.

Sua passagem pela Gávea foi curta (saiu para o Japão e depois foi Pentacampeão com a Seleção em 2002), mas foi avassaladora. Ele representa aquele tipo de jogador que a torcida adversária odeia, mas que a Nação ama ter do seu lado: o craque que não pipoca, que pede a bola na decisão e que faz embaixadinha na frente do zagueiro só para desestabilizar.

E você, concorda que Edílson foi tão importante quanto Petkovic em 2001? Ou o gol de falta anula tudo? Deixe sua opinião polêmica nos comentários!

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato