Lucas Paquetá foi mais um meia de nossa base que nos causou expectativa, que mais uma vez acendeu a chama do novo camisa 10 para nos dar alegria. Só que nos dias de hoje, jogador da base, infelizmente, é para ser vendido, para gerar lucros aos cofres do Malvadão e aumentar nossas receitas, esse é o rumo que o futebol brasileiro tomou e não foi diferente com Luucas Paquetá, da mesma forma que não o foi com Vini Jr.
A trajetória de Paquetá é a do "cria" que assumiu a responsabilidade de ser o cérebro do time em um período de transição crucial. Ele foi a ponte entre a era da "reconstrução financeira" e o início da era de "domínio esportivo".
Do Brilho na Copinha à Consolidação
A ascensão de Paquetá foi diferente da de Vini. Ele brilhou intensamente na conquista da Copa São Paulo de 2016, mas precisou de mais tempo de maturação no profissional. Teve que lutar por seu espaço, mostrando uma versatilidade impressionante ao jogar de meia, "falso 9" e até de volante.
Foi em 2018 que ele explodiu de vez. Com a saída de Vini Jr. para o Real Madrid, Paquetá se tornou o protagonista absoluto e o dono técnico do time. Foi o ano em que ele carregou o piano, chamou a responsabilidade e mostrou um futebol de nível de Seleção Brasileira, o que lhe rendeu o prêmio de melhor meia do Brasileirão.
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A Dupla "Paquetop" e Vini: A Alegria em Tempos Difíceis
Uma das memórias mais afetivas daquela época foi a parceria de Paquetá com Vini Jr. A sintonia dos dois "crias" não era só técnica; era de amizade. As famosas "dancinhas" após os gols eram um símbolo de uma juventude leve e talentosa que trazia alegria a uma torcida que ainda sofria com resultados inconstantes.
Paquetá, muitas vezes criticado por "individualismo", era na verdade um jogador que tentava resolver os problemas de um time que, coletivamente, ainda não era brilhante.
Saída para a Europa
Assim como Vini, o maior legado de Lucas Paquetá no Flamengo foi, ironicamente, sua saída. A venda para o Milan por 35 milhões de euros, no final de 2018, foi a segunda grande injeção de capital que permitiu ao Flamengo ter o ano mágico de 2019.
Vini e Paquetá não são apenas "crias"; eles são os fiadores da maior era vitoriosa da história do clube. Eles foram vendidos para que o Flamengo pudesse parar de vender e começar a comprar.
O "10" que o Mundo Respeita
Hoje, vemos Paquetá como titular absoluto da Seleção Brasileira e estrela da Premier League. Aquele talento que encantou o Maracanã amadureceu e se provou no cenário mais difícil do mundo. Para a Nação, Paquetá será sempre lembrado como o maestro talentoso que, com sua elegância e suas "dancinhas", nos ajudou a atravessar o deserto e a financiar a chegada à Terra Prometida.