Flamengo Consolida Posse do Gasômetro: Reajuste Financeiro e Novos Rumos para o Estádio

 O projeto da arena própria do Flamengo avançou um degrau decisivo em sua complexa trajetória burocrática. Após um período de negociações técnicas, o clube finalmente obteve a posse oficial do terreno do antigo Gasômetro, na zona portuária do Rio de Janeiro. A viabilização jurídica ocorreu graças ao aval do Conselho Curador do FGTS ao Termo de Conciliação, que ajustou o equilíbrio econômico-financeiro da desapropriação da área.

O Custo da Terra e o Reajuste de Valores

Embora o Flamengo tenha arrematado o terreno em leilão por aproximadamente R$ 138,2 milhões em julho de 2024, o valor final sofreu um incremento. Para selar o acordo e garantir a imissão na posse, o clube se comprometeu a pagar um adicional de R$ 23,6 milhões. Este montante será quitado em cinco parcelas anuais, todas sujeitas a correções monetárias, encerrando o imbróglio que envolvia a gestão do fundo de investimento responsável pelo local.


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Revisão de Cronograma e Estratégia de Engenharia

Diferente das projeções iniciais da gestão Rodolfo Landim, que vislumbravam a inauguração para 2029, a realidade técnica impôs um novo horizonte. Estudos detalhados apresentados recentemente indicam que a conclusão do estádio deve ocorrer apenas em 2036. Esse alargamento de prazo reflete a complexidade das obras de infraestrutura em uma região central e os rigorosos estudos de viabilidade conduzidos por consultorias especializadas nos últimos meses.

Readequação do Projeto: Menor Capacidade e Cortes Milionários

Para garantir a sustentabilidade financeira do empreendimento, o Flamengo promoveu alterações significativas na planta original:

  • Capacidade de Público: O projeto, que antes previa 80 mil lugares, foi redimensionado para 72 mil espectadores. Essa redução visa otimizar custos de construção e manutenção.

  • Economia em Tecnologia: A remoção de um telão gigante, previsto inicialmente, gerou uma economia direta de R$ 200 milhões.

  • Orçamento e Contrapartidas: O orçamento inicial, estimado em R$ 1,9 bilhão, passa por revisões para se adequar à nova realidade econômica do clube. Além disso, houve uma renegociação com a Prefeitura do Rio para diminuir o volume de obras obrigatórias no entorno, aliviando o peso financeiro total do projeto.

Com a posse garantida e o cronograma ajustado, o clube agora entra na fase de licenciamentos ambientais e detalhamento executivo, buscando transformar o sonho da casa própria em um ativo viável para as próximas décadas.

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