No panteão dos "Crias do Ninho", Vini Jr. ocupa um trono solitário. Zico é o Rei, isso é indiscutível. Mas Vini Malvadeza é o maior fenômeno de marketing, talento e retorno financeiro que a nossa base já produziu.
Ver Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior hoje, brigando pela Bola de Ouro e decidindo Champions League, enche o peito de qualquer rubro-negro. Mas a importância dele vai muito além do orgulho. Vini é a prova definitiva de que investir na base não é discurso; é a salvação de um clube.
Neste artigo, vamos analisar como o menino de São Gonçalo mudou a história do Flamengo, dentro de campo com dribles mágicos e fora dele com um cheque de 45 milhões de euros.
A Certeza de 164 Milhões de Reais
Diferente de outras promessas que "talvez" dessem certo, Vini Jr. sempre foi uma certeza absoluta. O barulho em torno dele na base era ensurdecedor. Ele pulava etapas com uma facilidade assustadora.
Sua estreia profissional, em 13 de maio de 2017 (aos 16 anos), parou o Maracanã. O mundo queria ver o garoto. Poucos dias depois, a confirmação: o Real Madrid pagaria a cifra recorde de 45 milhões de euros (cerca de R$ 164 milhões na cotação da época).
Análise de Mercado: Nunca um jogador tão jovem havia valido tanto. Ali, Vini Jr. colocou o Flamengo no mapa dos superclubes formadores, mostrando que a Gávea fabricava diamantes.
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O Batismo de Fogo: A Noite de Emelec (2018)
Mesmo vendido, Vini precisava provar seu valor com o Manto Sagrado. E a prova veio na vitrine mais difícil de todas: a Libertadores, fora de casa, na pressão.
Em 14 de março de 2018, em Guayaquil, o Flamengo perdia para o Emelec e parecia entregue. Vini saiu do banco no segundo tempo. Naquele momento, o menino virou homem. Ele marcou dois golaços. O primeiro, uma pintura cortando para o meio e chapando no ângulo. O segundo, pura raça e posicionamento. Ele virou o jogo sozinho para 2 a 1. Naquela noite, o Brasil entendeu por que o Real Madrid abriu os cofres: Vini não pipoca.
O "Patrocinador" de 2019
Aqui está a verdade que todo torcedor precisa reconhecer: A geração de 2019 deve muito a Vini Jr.
Objetivamente, ele foi o arquiteto financeiro do nosso ano mágico. O dinheiro da sua venda (somado posteriormente ao de Paquetá) permitiu que o Flamengo sanasse dívidas críticas e tivesse caixa para comprar Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gerson.
Vini Jr. é o "fiador" das taças que ele não levantou. Ele saiu para que o Flamengo pudesse ser soberano.
Embaixador do Malvadão e Líder Mundial
Hoje, Vini é maior que o futebol. Ele é um ícone cultural e uma voz solitária e corajosa na luta contra o racismo na Europa. E o mais bonito? Ele nunca esquece de onde veio.
Em cada entrevista, em cada visita ao Maracanã nas férias, ele reafirma seu amor pelo clube. Ele é o nosso maior embaixador global. Quando Vini brilha no Bernabéu, uma parte do Ninho do Urubu brilha junto.
Conclusão
Vini Jr. nos ensinou que o Flamengo é um celeiro inesgotável. Ele partiu cedo, é verdade, mas deixou os cofres cheios e a esperança renovada. E cá entre nós: todo rubro-negro sonha com o dia em que ele voltará, já consagrado como Melhor do Mundo, para encerrar a carreira nos braços da Nação.
E para você, Vini Jr. já é o maior jogador revelado pelo Flamengo neste século? Deixe sua opinião nos comentários!